Separadores magnéticos removem contaminantes ferrosos do fluxo de material triturado: pregos, parafusos, arames, fragmentos de aço e ferragens. A remoção protege equipamentos a jusante, aumenta a pureza do produto final e viabiliza a venda da fração metálica como subproduto.
Tipos de equipamento
Eletroímã suspenso (overband): ímã permanente ou eletroímã suspenso acima da correia transportadora. Na instalação longitudinal, sobre a polia de cabeça, o material está solto na descarga e o resultado é o melhor. A instalação transversal ocupa menos espaço, mas exige mais força magnética. A versão autolimpante tem correia circulante com taliscas que remove o ferro capturado de forma contínua. Trabalha com granulometria de 10 a 300 mm, camada de material de até 1 m e distância de trabalho de até 1 m. O modelo de ímã permanente é indicado onde há pouca disponibilidade de energia elétrica ou quando se exige distância de trabalho curta.
Tambor magnético (drum): opera em duas configurações. Na traversing, uma calha distribui o material sobre o tambor, que gira no sentido do fluxo; a extração de ferro é máxima e as perdas de produto são baixas. Na extracting, o tambor fica acima da descarga e gira contra o fluxo: levanta o ferroso e o descarrega além do divisor, com prioridade para a pureza. Com ímãs permanentes, atende material de médio-grosso a fino, inclusive abaixo de 1 mm. O diâmetro se escolhe pela granulometria; a largura, pela vazão requerida. Construção robusta e alta durabilidade.
Polia magnética: integrada à correia existente como polia de cabeça. Retém o ferroso junto à correia enquanto o material não magnético segue a parábola normal de descarga; ao sair do campo, o ferroso cai em calha separada por um divisor. É adequada para retrofit em correias existentes, com baixa necessidade de adaptações construtivas, mesmo em espaço limitado.
Critérios de dimensionamento
Largura da correia, velocidade da correia (ela altera a parábola de descarga na polia), distância e altura de instalação, profundidade da camada de material, granulometria, vazão e o objetivo da separação determinam a configuração: extração máxima, pureza do produto ou proteção de equipamento a jusante.
Faixas típicas de mercado: tambor magnético com largura de 350 a 2.000 mm e diâmetro de 300 a 500 mm; polia magnética com largura de 300 a 2.000 mm e diâmetro de 240 a 640 mm; overband eletromagnético com largura de 750 a 1.800 mm; overband de ímã permanente com largura de 600 a 1.300 mm.
A Jaguar Industrial não fabrica o conjunto magnético. Utilizamos equipamentos validados e certificados pela equipe de engenharia da Jaguar, com foco em eficiência e disponibilidade de acordo com cada projeto. A especificação e a integração consideram também os demais acessórios de separação da linha.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre o extrator de metais ferrosos e o separador ECS? O extrator de metais ferrosos remove contaminantes magnéticos (pregos, parafusos, arames e fragmentos de aço) por campo magnético. Já o separador ECS recupera metais não ferrosos como alumínio, cobre, latão e zinco por corrente parasita. Em linhas completas eles se complementam: primeiro os ferrosos, depois os não ferrosos.
A Jaguar fabrica o separador magnético? Não. A Jaguar Industrial não fabrica o conjunto magnético. Utilizamos equipamentos validados e certificados pela equipe de engenharia da Jaguar, com foco em eficiência e disponibilidade de acordo com cada projeto. A atuação da empresa é de especificação e integração de engenharia, com dimensionamento por projeto.
Onde instalar o separador magnético na linha? A instalação depende do fluxo a proteger: suspenso sobre a correia (overband), em posição longitudinal sobre a polia de cabeça ou transversal; ou na cabeça do transportador (tambor ou polia magnética). O posicionamento correto protege equipamentos a jusante e viabiliza a venda da fração metálica como subproduto. Em linhas de processamento de sucata ferrosa, a extração antecede as etapas de classificação a jusante.
Que dados são necessários para dimensionar o equipamento? Largura da correia, velocidade da correia, distância e altura de instalação, profundidade da camada de material, granulometria e vazão. O objetivo da separação também entra na decisão: extração máxima, pureza ou proteção de equipamento a jusante. Com esses dados, a engenharia Jaguar define a configuração e o ponto de instalação.
