Resíduo de Trituração Automotiva (ASR) e sua Valorização
O ASR (Automotive Shredder Residue) é o resíduo de trituração automotiva: a fração remanescente da trituração de veículos e sucata automotiva, composta por plásticos, borrachas, vidros, têxteis, espumas e metais residuais.
Em uma linha de trituração de sucata, esses materiais ficam presos às peças metálicas ou misturados ao fluxo. Instalações de separação de resíduos ASR combinam trituração em baixa rotação, separação magnética, classificação granulométrica e separação pneumática para recuperar os metais, ferrosos e não ferrosos, e destinar a fração leve à produção de CDR.
A oportunidade está em transformar o ASR, hoje tratado como rejeito, em duas receitas: metais recuperados vendidos para reciclagem e fração leve valorizada como combustível derivado de resíduos.
Processo em 5 Etapas
1. Trituração de ASR — Linha D
Veículos e sucata automotiva de grande porte passam pela Linha D, homogeneizados para 50-100 mm com redução volumétrica de até 70%. A trituração de ASR em baixa rotação (20-40 RPM) padroniza o tamanho, libera os contaminantes presos nas peças metálicas e minimiza finos: trituradores de alta rotação (hammermills) geram 30-40% de finos; a Linha D gera menos de 10%.
2. Separação magnética
Separadores magnéticos (overband, tambor ou polia magnética) removem pregos, parafusos, arames, fragmentos de aço e ferragens do fluxo triturado. A extração protege os equipamentos a jusante, aumenta a pureza do produto final e viabiliza a venda da fração metálica como subproduto. Conheça o Extrator de Metais Ferrosos →
3. Classificação granulométrica — classificador de discos
Discos rotativos com espaçamento ajustável (20-80 mm) retêm os metais na saída superior enquanto plásticos, borrachas, papéis e vidros caem entre os discos. Conheça o Classificador de Discos →
4. Separação de leves e pesados — windsifter
O windsifter separa por diferença de peso e comportamento aerodinâmico com fluxo de ar controlado: a fração leve (filmes plásticos, espumas, têxteis) é arrastada pelo ar; a fração pesada (metais, vidro, madeira densa) cai por gravidade.
5. Recuperação de não ferrosos
Metais não ferrosos condutores (alumínio, cobre, latão, zinco) são recuperados por separação por corrente parasita. Partículas metálicas pequenas, abaixo de 10 mm, ou com geometria desfavorável (fios, lâminas, partículas achatadas) exigem separação por indução.
Destino das Frações
| Fração | Destino |
|---|---|
| Ferrosos | Vendidos para reciclagem — a extração magnética viabiliza a venda da fração metálica como subproduto |
| Não ferrosos (alumínio, cobre, latão, zinco) | Separados e vendidos para reciclagem |
| Fração leve (plásticos, têxteis, espumas) | Valorização energética como CDR |
A fração leve do ASR tem perfil semelhante aos materiais que compõem o CDR: plásticos contaminados, têxteis, borrachas e espumas. No processo de produção de CDR, a fração passa por triagem, remoção de inertes, trituração e homogeneização, com granulometria final tipicamente de 20-80 mm para fornos de cimento. Veja a página de CDR →
Equipamentos
- Triturador de 2 eixos — Linha D: baixa rotação (20-40 RPM), facas com insertos substituíveis (largura 50-100 mm), eixos sextavados com 4 rolamentos, CLP com reversão automática. Modelo D690: 2x 200 cv, câmara de corte 1.392 x 1.905 mm, rotores de 690 mm, 21.100 kg.
- Classificador de discos — Série CDD: largura de 1,5 m, módulos de 2 m, espaçamento entre discos de 20 a 200 mm, potência de 10 a 20 cv, capacidade típica de 5-15 ton/h.
- Extrator de Metais Ferrosos: eletroímã suspenso (overband), tambor magnético e polia magnética com ímãs permanentes de alta intensidade.
- Separador ECS: corrente parasita para recuperação de alumínio, cobre, latão e zinco.
- Separador por Indução: partículas metálicas finas (abaixo de 10 mm) e geometrias desfavoráveis.
- Windsifter: separação pneumática de leves e pesados.
A Jaguar especifica, valida, comissiona e integra os separadores magnéticos, ECS e por indução. Cada equipamento é certificado pela equipe de engenharia para o projeto e dimensionado conforme a composição do material, o que garante a confiabilidade e os resultados do processo.
Perfil de operadores
- Processadores de sucata automotiva com material heterogêneo que querem valorizar todas as frações, não apenas os metais.
- Recicladores de metais que hoje destinam a fração leve do ASR a aterro e buscam transformá-la em receita com CDR.
- Desmontadoras e recicladores de veículos que internalizam o beneficiamento para vender metais limpos e fração leve valorizada.
- Empresas de gestão de resíduos que produzem CDR e querem aumentar a recuperação de metais na entrada da linha.
Perguntas frequentes
O que é ASR?
ASR (Automotive Shredder Residue) é o resíduo de trituração automotiva: a fração remanescente da trituração de veículos e sucata automotiva, composta por plásticos, borrachas, vidros, têxteis, espumas e metais residuais. Uma instalação de separação de resíduos ASR recupera os metais dessa mistura e destina a fração leve à valorização energética como CDR.
Como funciona a trituração de ASR?
A trituração de ASR é feita em baixa rotação (20-40 RPM) na Linha D: o corte por cisalhamento padroniza o tamanho do material e libera os contaminantes presos nas peças metálicas, com geração de menos de 10% de finos, contra 30-40% em trituradores de alta rotação (hammermills).
O que acontece com a fração leve do ASR?
A fração leve (plásticos, têxteis, espumas) é separada por windsifter e classificador de discos e destinada à produção de CDR, valorizada por coprocessamento em fornos de cimento.
Como são recuperados os metais não ferrosos do ASR?
Os metais condutores (alumínio, cobre, latão, zinco) são ejetados por separação por corrente parasita. Partículas pequenas (abaixo de 10 mm) e com geometria desfavorável, como fios e lâminas, são recuperadas por separação por indução.
Como especificar uma instalação de separação de resíduos ASR?
O dimensionamento parte da composição da alimentação (mix de veículos e sucata), do volume diário e do destino das frações: metais para reciclagem e fração leve para CDR. Capacidade, granulometria e etapas de separação decorrem disso, e a engenharia Jaguar dimensiona a linha para a sua operação (fale conosco).

